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NEWSLETTER . N.º 2 . 2017

 

EDITORIAL

Sob proclamação da ONU está a decorrer o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Partilhamos e subscrevemos o entendimento de que o mesmo é promotor de diálogo, compreensão e riqueza, e que o respeito intercultural é mundialmente catalisador de mudanças comportamentais positivas. Façamos, assim, de 2017 mais uma oportunidade para fortalecer a dinâmica entre os agentes de turismo e os museus, os quais desempenham à escala local e global um papel relevante em matéria de educação patrimonial e de informação, construindo pontes de vária ordem com os seus públicos.

Chegou o mês de agosto, mês de verão por excelência. De alguma forma todos procuramos quebrar rotinas, viver momentos lúdicos, agradáveis e profícuos. Pelo que, visitar Coruche é a nossa sugestão.

Em curso estão os preparativos para as Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo, com a procissão da Padroeira no próximo dia 15 e o Cortejo Histórico e Etnográfico, a 17, Dia do Campino. Dois feriados em que pode usufruir da visita ao Museu Municipal e (re)descobrir o que este território tem para lhe oferecer, antecipando já o Programa Educativo a implementar no horizonte escolar de 2017/2018. 

E porque é ano de Bienal o que aconteceria se, no olhar dos mais pequeninos, ela se deixasse pintar de azul?! Saiba mais sobre este e outros projetos... no programa já disponível online.

 

PROGRAMA EDUCATIVO 2017-2018 | DIVIRTAM-SE CONHECENDO

 

Não há educação sem conhecimento. Não há conhecimento sem estudos ou investigação. Não há educação sem comunicação.

No mundo dos museus os programas de educação patrimonial assentam grande parte da sua oferta educativa nas exposições, edições e encontros que, de modos diferentes, divulgam e dão a conhecer os resultados das pesquisas. Nesta base importa às equipas dos museus estabelecer programas de mediação educativa/cultural que permitam aos diferentes públicos uma maior aproximação e acesso aos conteúdos, através de visitas guiadas, ateliers, roteiros, peddy-papers, entre outros. Procura-se, assim, que as estratégias de comunicação sejam dinâmicas, estabelecendo interações de vária ordem com os públicos, tornando-se essencial, nomeadamente no plano local, a colaboração com as escolas e instituições socioculturais.

DIVIRTAM-SE CONHECENDO é o programa base das atividades educativas do Museu Municipal de Coruche que objetiva, no percurso da nossa história, conduzir-nos a uma consciência patrimonial ativa. 

 

EM TEMPO DE FÉRIAS... VAMOS EXPLORAR

A exposição de longa duração CORUCHE: O CÉU, A TERRA E OS HOMENS tem para lhe oferecer, em tempo de férias, uma viagem no tempo e no espaço… Para si construímos o guia do visitante, onde encontrará a exploração dos vários espaços, estruturados sob o conceito de sagrado e unidos por uma linguagem gráfica, apelativa e dinâmica, que, sendo plural, mantém a unidade do fio condutor. Um percurso essencialmente diacrónico, onde a história do território de Coruche se inscreve na História do Universo e do Homem.

Uma leitura assente no património local, móvel e imóvel, que remonta à Pré-História, mas que nos permite chegar mais longe, pois que o futuro se busca e se constrói alicerçado nas nossas raízes mais profundas.

 

  


 

ARQUEOLOGIA & MUSEOLOGIA - UMA VISÃO ANTROPOLÓGICA

Se em Arqueologia o objeto nos transporta para um mundo de relações entre seres vivos, o mesmo acontece na Museologia, onde os museus, enquanto instituições abertas à sociedade, promovem o desenvolvimento e a valorização da pessoa enquanto parte de um coletivo, com uma mesma identidade e memória. Assim, se os objetos/artefactos arqueológicos, testemunhos de vivências passadas, nos permitem sentir o outro, enquanto representação coletiva de um grupo ou comunidade, na Museologia esse mesmo objeto vai permitir-nos exponenciar a função social dos museus, indissociável da sua missão educativa, cultural e de desenvolvimento local.

Na exposição CORUCHE: O CÉU, A TERRA E OS HOMENS a partilha, o diálogo, as experiências, os saberes e os entendimentos de cada um são "peças" dinamizadoras do próprio percurso, que trata um território fortemente antrópico e multifacetado, cujos testemunhos expostos mais não são do que a presença humana que nos é dada interpretar e estudar para proveito de todos.

Actualizado em Sexta, 04 Agosto 2017 12:14