Início

Sentir a pele

No âmbito do seu programa de actividades para 2005, o Museu Municipal de Coruche teve patente ao público, entre os dias 22 de Janeiro e 30 de Abril, a exposição Sentir a Pele, fotografias de Virgílio Ferreira.

Fotografias sobre a cortiça – uma temática incontornável num concelho que é dos maiores produtores do país –, esta exposição pretendeu retratar a cortiça como matéria para um olhar estético. Por outro lado, pretendeu retratar a ambiência, o trabalho, o modo de estar e ser, de todos aqueles que lidam com a cortiça. Foram fotografias anteriormente publicadas no livro com o mesmo nome, em edição de autor, com o apoio da Associação Portuguesa de Cortiça e de algumas autarquias (sendo uma delas Coruche) que se mostraram em grande formato, nas duas salas de exposição permanente do Museu.

Virgílio Ferreira é um jovem fotógrafo do Porto (nasceu em 1970). Participou em colectivas no país – destacam-se Fotografia, Pintura, Desenho e Escrita, 1994, Fórum da Maia, O outro lado da nudez, 1997, Espaço T, Porto, A arte e a indústria: Ourivesaria, Gondomar e Contemporaneidade, 1999, Fundação Júlio Resende, + de 20 Grupos e episódios do século XX no Porto, 2001, Galeria do Palácio, Biblioteca Almeida Garrett, Porto ou Modos de Ver, 2002, Galeria Árvore, Porto, e, ainda, Caminha, Valença, Vila Nova de Cerveira, etc. No estrangeiro, Icograda, 1993, Glasgow, École MI 21, 1995, Paris, participação nos Rencontres de la Photographie d´Arles, 1995 e no International Fotofestival na Bélgica, Knokke-Heist, 2001.

Exposições individuais desde 1994, destaque para a Exposição Permanente da Santa Casa da Misericórdia de Mértola, 1996, Idade Limite, (Encontros da Imagem, Braga, 1998) e VI Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira, 1999, (pela Galeria Árvore, Porto), Linhas do Eléctrico, (Museu do Carro Elétrico, Porto, 2003); Nós e os Outros, (Centro Português de Fotografia, 2003); Liminal Village, (Galeria Imagolucis, Porto 2004).

Representado nas colecções da Santa Casa da Misericórdia de Mértola, dos Encontros da Imagem, Braga, Fundação Eugénio de Andrade, Hard Club, Teatro Seiva Trupe, Amorim & Irmãos, Fundação Júlio Resende, Hospital de S. João, Galeria Árvore, APCOR, Colecção Nacional de Fotografia e outras colecções particulares.

Destacam-se ainda a publicação dos livros de Fotografia Rain Bow, 2002, Ed. Mimesis, Porto; Nós e os Outros, 2003, Edição do Centro Português de Fotografia e o álbum fotográfico Sentir a Pele, com texto de Maria do Carmo Serén, 2003 edição de autor.

Os projectos mais recentes envolveram a utilização hiper-realista da cor química, nomeadamente na expressão simbólica com incidência no retrato.
 
 
Actualizado em Quarta, 13 Janeiro 2010 15:12