Exposições
A exposição de longa duração do Museu Municipal de Coruche O Homem e o trabalho - a magia da mão, com uma vigência temporal, à presente data, de quase uma década, conta a história deste território desde as suas origens, numa relação dicotómica entre Homem/Natureza, Liberdade/Determinismo, Progresso/Destino e Domínio/Respeito, mas que, acima de tudo, pretende conduzir os visitantes a uma atitude refllexiva, conducente a um progresso sustentável, a um devir histórico em harmonia com a natureza. Como tal, trata-se de uma exposição estruturante no todo do projecto museológico deste Museu, e a partir da qual se podem estabelecer relações de vária ordem com as exposições temporárias. Estas são um trabalho crucial. Se por um lado implicam investigação - o que traz conhecimento da realidade concelhia - por outro, levam à fidelização de públicos, dado que a rotatividade de exposições desperta a curiosidade e o interesse desses mesmos públicos. Permitem, por outro lado, um trabalho de exploração pedagógico criativo e adequado ao trabalho das escolas.

O Homem e o trabalho - a magia da mão
A primeira exposição temporária, Entre gestos e palavras - da natureza à cultura , foi concebida para a inauguração do Museu. Esteve aberta ao público de Agosto de 2001 a Outubro de 2002.
Nos dois anos que se seguiram (2003-2004), o Museu entrou numa fase em que se pensou e planificou atempadamente um plano de actividades. Esse período corresponde a dois momentos distintos:
1) Em que se apostou forte no número de exposições temporárias (oito num ano - 2003), no intuito de consolidar e fidelizar os públicos. Museu recente, sem trabalho prévio de sensibilização da comunidade para a existência do espaço museológico, era, pois, necessário quebrar a distância e impôr o projecto do Museu. As exposições fizeram com que o afluxo de público a actividades do Museu passasse de 2.000 pessoas em 2002, para 9.000 pessoas em 2003.
2) O segundo momento correspondeu ao ano de 2004, onde - consolidado que estava o projecto do Museu - se pretendeu apostar mais forte na qualidade. Essa qualidade implicou um reforço na investigação e um cuidado maior na concepção das exposições. Implicou, por outro lado, um estender das colaborações e um agregar de esforços às escolas, associações culturais e de património, outros museus, etc. E implicou, sobretudo, agregar e acolher o esforço e interesse de particulares.
Estas linhas de orientação, implicando cada vez mais qualidade e cada vez maior envolvimento com a comunidade, norteiam o ano em curso.
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Actualizado em Quinta, 18 Março 2010 16:15 |